Sempre assim. Quem pretendia ver o duelo do Pato contra a Foca amestrada na final do Mundial Interclubes, na terra do Pride, acabou vendo a equipe de Abel (já sem o Pato, substituído) superar o Barcelona no finzinho, num contra-ataque, por 1 a 0.
Como, aliás, o escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo apostara. Um a zero bastava, e seria num contra-ataque, dissera ele ontem no Sportv. Bingo. Em homenagem ao título inédito do Colorado, tasco aqui um trechinho do livro do Verissimo sobre seu time de coração, “Internacional – Autobiografia de uma paixão”.
“
Nessa época [anos 40] havia um negro, perpetuamente bêbado, que não perdia jogo do Inter. Era chamado de Charuto. Não olhava o jogo. Ficava virado para a arquibancada, fazendo discursos intermináveis e ininteligíveis. Não dizia coisa com coisa, o importante era a entonação. Fazia uma paródia de oratória, era retórico sem dizer nada. Ou quase nada. Pois vez que outra se distinguia uma palavra no meio do seu discurso pastoso: ‘Cororado’. O discurso era uma louvação permanente ao ‘Rolo Compressor’, sem precisar de detalhes.
(…)
O Charuto morreu numa briga. Foi carregado para o túmulo pelos jogadores do Internacional, todos de uniforme completo. Achei aquilo sensacional. A paixão juvenil também se alimentava de cenas assim.”
Quinta-feira, 28 Dezembro, 2006 às 13:48 |
Cororado veio de luta sempre faz valer o ditado:
“Não tá morto quem peleia”
E nos sempre estamos na peleia.